Quando Alberto Cartuccia Cingolani, com apenas cinco anos, entrou num teatro acolhedor em Itália e se sentou ao piano, o público não sabia bem o que esperar. Mas quando ele levantou a tampa com confiança e começou a tocar, as bocas abriram-se de espanto. A peça? Sonata para Piano n.º 16 em Dó Maior, K. 545 de Mozart — também conhecida como Sonata Facile. E Alberto tocou-a como um verdadeiro virtuoso.
Desde os primeiros compassos, começaram os murmúrios na sala. Apesar de ser rotulada como “fácil”, esta sonata está longe de o ser para uma criança. Os seus arpejos fluídos e a precisão clássica desafiam até pianistas adultos experientes. No entanto, lá estava ele — um rapazinho cujas mãos mal alcançavam uma oitava — a executá-la na perfeição, com uma clareza e compostura acima da sua idade.
Ainda mais impressionante? Alberto começou as aulas de piano em 2020, durante a pandemia, orientado pela mãe Alessia (cantora de ópera) e pelo pai Simone (pianista). Com apenas quatro anos e meio, já vencia concursos online por toda a Europa.
O público comentou não só a sua técnica, mas também o desafio físico do próprio instrumento. “Afinal,” observou alguém, “tocar piano é muito mais difícil para ele do que para um adulto.” E tinham razão — os pés dele nem sequer chegavam aos pedais.
Mas nada disso importou quando começou a tocar. Os dedos de Alberto dançavam pelas teclas com um instinto musical que não se ensina.
Agora, com oito anos, continua a encantar públicos por toda a Itália e além — já atuou em Viena, Madrid e até recebeu o “Prémio de Música” nos Prémios Giuseppe Sciacca 2023, no Vaticano.
O veredito? Alberto Cartuccia não tocou apenas uma sonata de Mozart — ele fez dela sua. Com apenas cinco anos, mostrou ao mundo o que é talento em estado puro.


